terça-feira, 6 de outubro de 2020

Cuidado com o gang do alcatrão

gang do alcatrao.jpg


Já ouviram falar do "gang do alcatrão"? Podem pesquisar no Google e vejam as notícias que aparecem. Não é só com o covid que temos de ter cuidado.
Há muitos anos, apareceu-me à porta da vacaria um jipe com matrícula inglesa, volante do lado direito e dentro dele um velhote gordo, muito vermelho, com colete das obras e a respirar com uma máscara de oxigénio. Dizia que tinha sobrado alcatrão de uma obra e perguntava se precisava, pois era barato. Não precisei. Mais tarde ouvi falar das prisão de vários destes gangs, mas ainda este ano apareceu um vendedor de alcatrão em casa de um familiar meu, quando eu lá estava. "Manda-o embora, é aldrabice". Levei o recado com todo o gosto. Omiti a parte da aldrabice, disse que não precisava e o brasileiro (ou era espanhol?) lá foi à vida dele. Lembrei-me disto hoje ao ver uma publicação de uma jovem de Famalicão cuja empresa foi visitada esta semana. Essa malta aborda empresas ou quintas. Leiam este texto que copiei da página da GNR, tenham cuidado e partilhem esta informação:

"A GNR aconselha: se tiver conhecimento ou o contactarem para alcatroar ou fazer obras de melhoramento na sua habitação ou empresa, desconfie e contacte de imediato as autoridades.

Um grupo do crime organizado internacional, que atua por toda a Europa, sobe o disfarce de uma empresa de aplicação de alcatrão, foi detetado a atuar em Portugal.

As vítimas são, habitualmente, pequenos empresários e proprietários de herdades que dispõem de locais por alcatroar ou com o piso alcatroado em más condições, designadamente estacionamentos ou acessos a casas ou empresas.

Os burlões aproveitam, na maior parte das vezes, a ausência dos proprietários, “invadem” habitações ou empresas, e, sem qualquer autorização, iniciam um trabalho de alcatroamento das entradas ou dos acessos às casas ou edifícios empresariais, disponibilizando serviços de pavimentação, com recurso a maquinaria, a custos reduzidos, com alcatrão excedente de obras anteriores, dispondo-se a cobrar apenas o valor da mão-de-obra.

No final da “obra” realizada, pedem quantias avultadas pelo serviço, exigindo o pagamento em dinheiro, na maioria das vezes ameaçando e intimidando as pessoas para pagarem a quantia e da forma exigida."

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