sábado, 28 de dezembro de 2019

O que comem as vacas?

Novo vídeo - Qual é a alimentação de uma vaca leiteira? Quais são as matérias primas usadas nas rações que complementam a alimentação de aves, porcos, vacas, cabras, ovelhas, coelhos?


clicar aqui para o vídeo 


 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Cenas de um natal vegan

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-André? André Silva? Deputado André Silva? Acorda!


-Ah? Quem és?
-Sou o Pai Natal!
-Não acredito!
-Oh, André, acreditas nas terapias alternativas tipo homeopatia que é água com açúcar e não acreditas em mim depois do show que dei no dia 25, tantas prendas, tantas crianças felizes…
-Não acredito! Ainda hoje escrevi no facebook “Antes de gozares com quem acredita no Pai Natal, lembra-te que ainda há pessoas que acreditam que o leite de vaca é para os seres humanos”
-Pois, é precisamente desse “post” que te quero falar! Que chateies os produtores de leite, já estamos habituados! Que tentes convencer as pessoas a deixar-me água de tremoços em vez de leitinho bom com os biscoitos, ainda tolero, que eu provo e deito fora e depois compenso nas outras casas! Agora falares em gozar com quem acredita no Pai Natal, santa paciência!
- Tu não existes! Todos os anos te escrevo a pedir para Portugal se tornar vegan e só tive 3% nas eleições!
-Oh André, olha que já foi muito. Não viste aquele estudo em que 99,8% dos portugueses continuam a consumir carne e peixe? Não queres antes pedir que o Sporting ganhe o campeonato ou uma ponte para os Açores? Olha que é mais fácil…
-Ponte para os Açores não, que assim o leite ainda chega cá mais depressa! E a comunidade científica já disse que o leite faz mal!
-Oh, André, meia dúzia de cientistas a querer chamar a atenção sempre houve… Agora consenso científico… Não vês a OMS, a Direção Geral de Saúde, Ordem e Associação de nutricionistas, todos a defender o consumo de leite? Devias era ler o último artigo da Sábado sobre os perigos do veganismo, que começa por: “bebés e crianças que ficaram em risco de vida, adolescentes que perderam massa corporal e faculdades mentais, e adultos que tiveram de voltar atrás devido a vários problemas de saúde” e ainda “Estudos científicos mostram também que os vegans têm maior risco de ter um AVC e que alguns dos “produtos saudáveis” que se vendem nos supermercados estão carregados de sal.”?
-Há uma alta percentagem da população mundial intolerante à lactose!
-Azar o deles e sorte dos outros! Ao menos agora já há produtos lácteos sem lactose...
-O leite é para os bezerros!
-E achas que a oliveira faz as azeitonas a pensar em ti? Tanta pancada que levam estes dias! Não te preocupa essa violência?
-Tu és uma invenção do capitalismo, tal como a indústria da carne e do leite!
-Oh André, indústria é onde fazem a carne falsa e as bebidas esbranquiçadas que vocês usam para manter a vossa teimosia e tentar recordar os bons sabores que os agricultores produzem na natureza! Eu fui São Nicolau , vivi entre 270 e 350 e era muito popular entre as crianças por causa dos presentes que dava. Depois o pessoal da Coca-cola vestiu-me de vermelho e olha que o vermelho é uma cor bem aceite em Portugal, tem pelo menos 6 milhões de adeptos… tens a certeza que queres ir por aí? E sabes que mais? Isso de andares sempre a pegar com os produtores de leite já enjoa! Devias era assumir que também queres acabar com o Bacalhau no Natal! Isso é que era mostrar coragem! Pá, come lá o que quiseres, vai lá para a Biodanza, mas deixa-me a mim e aos agricultores e produtores de leite em paz! Assim a dizer asneiras nunca vais ter prendas nem um natal saboroso. Depois acordas azedo e escreves coisas dessas no facebook!
#carlosnevesagricultor


#deixemasvacasempaz


 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

A Turina🐄 foi à missa (de Natal)

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Sim, eu sei que noutras paróquias há presépios ao vivo mais espetaculares... Mas este foi o nosso, na Igreja matriz de Árvore, no dia de Natal, foi simples mas digno como a nossa comunidade e os miúdos e a vitela portaram-se muito bem ☺️...
Sim, eu sei que a vitela mal se via, mas isto era só um presépio, se a colocassemos no centro estaríamos a adorar o bezerro de ouro🐂 como os judeus com saudades do Egipto no longo êxodo pelo deserto😒
Sim, eu sei que no tempo do nascimento de Jesus, em Belém ou pelas redondezas, não havia ainda vacas🐄 turinas, holstein ou frisias (curiosamente hoje Israel tem a média de produção de leite mais elevada do mundo, com esta raça) mas o Papa Francisco, na recente carta apostólica sobre o presépio, disse que estava muito bem colocarmos toda a nossa vida 🏠🐑🚜 no presépio, portanto não tem de ser uma maquete arqueológica com rigor científico...
E, mesmo que algum de vós que me ledes agora não seja crente, saiba que presépio quer dizer mangedoura, como bem recordou ontem o nosso cardeal patriarca D. Manuel Clemente na mensagem de Natal. Mangedoura de alguma vaca ou boi, que representa a mansidão, mas que também nos diz, tal como os pastores (ou o bezerro de ouro, ou as vacas magras e gordas do Egito, ou o leite🥛 e mel da terra prometida...) que a criação de vacas e ovelhas e o consumo de carne, leite e queijo é tão antigo como a nossa civilização e não uma invenção da "indústria de carne e leite", a história que os ativistas animalistas nos tentam impingir para justificar as suas ceias de natal vegan... Enfim. Perdoai-lhes Senhor, que não sabem o que dizem e o que perdem😂. Feliz Natal para todos!


#carlosnevesagricultor

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Feliz Natal (um abraço em forma de texto)

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Caros amigos leitores (da revista "mundo rural" de dezembro)

São 7h00 de um domingo de novembro que amanhece tranquilo. O galo já canta atrás de mim, as vacas ruminam ali à frente e eu tenho uns minutos para começar a escrever o texto que vos deve chegar às mãos por alturas do Natal.
Não é segredo que eu gosto de escrever, mas desta vez preferia partir ao vosso encontro como os magos partiram a caminho de Belém, para dar um abraço a cada um(a) e dois aos amigos(as) de longa data, da caminhada da ACR, que poucas vezes encontro mas fazem uma festa quando nos vemos, ou mandam um abraço por alguém, mas um abraço para todos os que leiam este texto, para os que fazem a revista, para os que distribuem a revista e um abraço longo e apertado aos que se sentem mais sós, doentes ou desanimados com a vida. Ouvir um bocadinho. E pedir perdão a alguém que por alguma vez possa ter magoado nesse caminho da ACR, por palavras, atos e omissões, e dizer ainda que comigo “tá tudo bem, todo o mundo aqui tá bem…”
Andava eu a pensar no que havia de vos escrever há uma semanas atrás quando fomos à missa. Chegámos em cima da hora, como é costume quando corre bem (por minha causa, que sou um otimista com os horários) a uma igreja onde não íamos há algum tempo, porque vamos mudando a hora da missa consoante a vida permite.
A missa a começar e a igreja meia vazia lembrou-me que nós, cristãos, tal como os agricultores, somos, cada vez mais, uma minoria, mas vejamos a coisa pelo lado positivo, as minorias estão na moda, não tem de ser mau, os ricos também são uma minoria face aos pobres, e é melhor ser rico do que pobre, ter dinheiro não dá felicidade mas é sempre melhor chorar dentro de um bom carro do que de um carro velho a cair…
E se precisarem de um consolo quando se sentirem perdidos, recordem uma das minhas músicas preferidas:

O SENHOR É MEU PASTOR
Confiarei, nessa voz que não se impõe
Mas que oiço bem cá dentro no silêncio a segredar
Confiarei, ainda que mil outras vozes
Corram muito mais velozes para me fazer parar
E avançarei, avançarei no meu caminho
Agora eu sei que Tu comigo vens também
Aonde fores, aí estarei, sem medo avançarei

O Senhor é meu pastor
Sei que nada temerei
Ele guia o meu andar
Sem medo avançarei

Confiarei, na Tua mão que não me prende
Mas que aceita cada passo do caminho que eu fizer
Confiarei, ainda que o dia escureça
Não há mal que me aconteça se Contigo eu estiver
E avançarei...

Confiarei, por verdes prados me levas
E em Teu olhar sossegas a pressa do meu olhar
Confiarei, a frescura das Tuas fontes
Deixa a minha vida cheia, minha taça a transbordar
E avançarei...

Entretanto a missa avançou e o evangelho era a parábola da viúva que pedia justiça ao juiz iniquo (tão atual, o evangelho!!!), ele não queria fazer justiça, mas lá teve que ser, que a senhora era chata. É mais ou aqui que vou buscar o mote para a minha vida associativa / sindicalista na agricultura, chatear até haver justiça no preço do leite ao produtor, na repartição de margens entre toda a cadeia de fornecimento, etc, etc…
E para rematar e encher a alma, no cântico final, o grupo coral, onde estava gente que também costuma ler ou é filha de quem lê esta revista, encerrou a eucaristia com “A vida não vai parar…”

Em 2020, se Deus quiser, continuamos por aqui, mas se me quiserem ler mais vezes, e comentar, procurem no facebook ou instagram por “carlosnevesagricultor”, tudo junto ou separado! Estou por lá, mas continuo por aqui. Abraço. Santo Natal! Bom ano novo!

“Podes achar que não tens
P'ra onde ir, nem que fazer.
Não sabes bem quem és aqui
Neste mundo, tão grande e frio.
Mas há qualquer coisa em ti
Que te faz querer, querer ser alguém,
Querer ser alguém...

E a vida não vai parar,
Vai com o vento,
Tens tudo a dar
Não percas tempo.
Podes saber, que vais chegar
Onde Deus te levar.

Mas pode ser tão difícil
De acreditar, em Deus assim
Será que Deus se vai lembrar
De me ajudarSerá que sim
Mas há qualquer coisa em mim
Que me faz querer
Acreditar (bis)”

 


 


 

 


 

sábado, 21 de dezembro de 2019

Podemos aprender alguma coisa com a Elsa?

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Impressionou-me esta foto da autoria de Daniela Padrão partilhada pelo Pedro Torres. Ao fundo, lá no alto, está a igreja de S. Tiago de Bougado na Trofa e os campos agora submersos estão no lugar da "Lagoa". Algum motivo houve para lhe darem esse nome. E avisados foram os antigos que plantaram as Igrejas em sítios altos, ao invés dos mais recentes que plantaram casas, estradas e armazéns em leito de cheia. Agora está feito e não somos um país rico para os mudar de sítio, mas podemos fazer mais para nos prevenir.
Governantes, Proteção civil e jornalistas podiam começar por conferências de imprensa antes das tempestades (como fazem os americanos antes dos furacões), com avisos e conselhos para as pessoas e depois fazer menos "diretos" à chuva. Será que as audiências aumentam com os repórteres mais molhados? E já agora, melhorar a comunicação de avisos à população e a nossa capacidade de nos organizarmos para nos defendermos e entreajudarmos. Em caso destes, os bombeiros não chegam a todo o lado.
Por falar em furacões, parece haver uma tendência de aumento de tornados ou mini-tornados aqui na zona litoral entre Vila do Conde e Matosinhos. Isto merece estudo e avisos às pessoas.
Voltando às cheias, diziam os antigos que para um ano ser bom ("agricolamente" falando) tinham de vir 3 cheias antes do Natal. No lameiro ali em baixo já contei pelo menos 5, portanto ou 2020 vai ser de arromba ou então é o efeito de mais estradas e construções e menos campos e bouças para infiltração da água. Recordo o que escrevi em Setembro e “Pude semear cedo porque é um terreno fresco, próximo de um ribeiro, sujeito a inundações, agora mais frequentes porque na pequena bacia deste ribeiro está agora uma autoestrada e uma zona industrial. Semeando cedo, quando o inverno chegar, as raízes das plantas já nascidas seguram a terra e evitam a erosão. O leito de cheia permite à água espalhar-se e não provocar inundações na povoação mais abaixo.(...) O azevém é um bom exemplo de planta resistente às alterações climáticas e situações extremas de clima, resiste a neve ou inundações. (...) Aquele terreno é plano e fértil pelo resultado de inundações ao longo de milhares de anos.” Durante anos não fez diferença andar cedo com o milho e a erva - este ano fez.
Meus caros, é normal chover no inverno, às vezes chove muito e a tendência parece ser para o agravamento dos fenómenos extremos. Podem discutir as causas históricas, políticas ou económicas, podem trocar o Trump pelo Obama ou pela Greta, podem gastar imensa energia a discutir esses assuntos nos vossos telemóveis com baterias a lítio, podem mudar as politicas que quiserem para evitar o aquecimento futuro do planeta, que as mudanças já acontecerem e temos de as enfrentar, mitigar, adaptar, limpar e alargar ribeiras, defender as culturas, os animais, as casas e as pessoas. Desde já. Agir local, sem esperar por tudo o que se pode e deve fazer a nível global.


#carlosnevesagricultor

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Precisamos de falar (III) – O leite não tem conservantes!

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Levei algum leite, uma panela e um fogão de campismo (obrigado pelo empréstimo, primos!) para ferver o leite na feira de Natal e dar a provar às pessoas. Levei chocolate, aveia ou café caso preferissem acompanhar assim. Para os mais novos foi novidade, um sabor diferente, mais intenso e adocicado do que o leite UHT; os menos jovens mataram saudades do leite da casa dos pais ou avós ou do agricultor vizinho onde iam buscar diariamente o leite com a cântara de alumínio. E por várias vezes, depois dos elogios ao sabor, lá vinha o comentário: “Ah, esse leite é muito diferente, puro, sem conservantes”. E eu, que só levei o leite para dar a provar, lá respondi que tanto o leite do dia (pasteurizado) como o leite UHT, que se compram nos supermercados, não tem conservantes. “Então como dura tanto tempo?” E eu expliquei o percurso do leite, que podem descobrir entre outras coisas no livro “Conhecer o leite”, da Associação Portuguesa de Nutricionistas


Em resumo, o leite depois de sair da vaca é imediatamente arrefecido e armazenado no tanque frigorífico da vacaria, até 48 horas, e segue depois em camiões isotérmicos para as fábricas onde é analisado antes de entrar,  filtrado, é lhe retirada mais ou menos gordura consoante se pretende leite magro, meio gordo ou gordo e depois é pasteurizado, ultrapasteurizado ou tem como destino queijo ou iogurtes.


Na pasteurização o leite é elevado a temperaturas entre 72 e 75 graus durante alguns segundos e depois arrefecido; eliminam-se as bactérias que podem ser nocivas para o homem permitindo um leite mais parecido com o leite inicial em termos de sabor e nutrientes, mas também por isso esse leite “pasteurizado” ou “leite do dia” tem de ser conservado no frigorífico e validade de cerca de 10 dias.


Para obter o leite UHT (Ultra Higth Temperature), através da ultrapasteurização, o leite é elevado a temperaturas entre 135 e 150 graus por breves segundos. Com este processo, além das bactérias patogénicas também se eliminam as que poderiam deteriorar o leite, que sendo depois embalado numa embalagem estéril se conserva durante 6 meses até a embalagem ser aberta (depois de aberta a embalagem deve ser colocada no frigorífico e consumido o leite em 3 dias).


É certo que estes processos modificam o sabor do leite, mas as diferenças nutricionais são mínimas e a gordura (nas diferentes percentagens), a proteína, a lactose, os minerais e vitaminas permanecem no leite. O ideal era todos podermos viver numa quinta com uma porta para o Shopping e ter sempre à mão a vaca, as galinhas, as fruteiras e os legumes do quintal, para poder comer tudo da origem e colhido na hora, mas como vivemos em casas e apartamentos, devemos agradecer ao Pasteur e a quem lhe sucedeu as invenções de tratamentos térmicos que permitem conservar e transportar o leite de forma económica e com segurança alimentar, com muito mais higiene e menos riscos do que há 200 anos atrás, quando tudo era mais “natural” (incluindo as doenças e intoxicações que nos matavam mais cedo) mas não havia frigorifico nem leite pasteurizado ou UHT.


#carlosnevesagricultor #leitenacionalescolhanatural


 

domingo, 15 de dezembro de 2019

Este ano está bom para o musgo

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Saí da sala por momentos para ir ao escritório buscar alguma coisa e ouvi um estrondo. Quando voltei, o menino tinha o braço partido. E não era tudo. O burro perdeu uma orelha, a vaca partiu um corno e o um pastor partiu-se ao meio. Que se passou? O Luís tentou puxar a caixa das imagens que caiu da mesa até ao chão. À boa maneira portuguesa, quero dizer que podia ser pior: S José e Maria estão bem, e os outros também ficaram depois de os ter colado e portanto agora "todo mundo aqui tá bem" excepto o burro que ficou só com uma orelha porque não encontramos a outra, ficámos assim com um burro meio mouco no presépio, mas como fica do lado de trás nem se repara se eu não tivesse dito (mas eu não podia desperdiçar uma história destas, pois não? 😁).


Portanto, para mim, o Natal tem de ter presépio, por uma questão de fé e de história, porque no Natal celebramos o nascimento de Jesus. E um bom presépio deve ter musgo. Quando era pequeno íamos buscar o musgo à "bouça dos quartinhos", que ficava no lugar da Areia e a mãe comprava imagens novas para o presépio na feira da "Bila", todos os anos. Depois com as partilhas após o falecimento da avó Esperança a bouça vendeu-se, eu cresci, o presépio reduziu-se a arranjei um papel verde para substituir o musgo e simplificar. Voltei ao musgo já com o Pedro na bouça do avô Ribeiro e outras vezes na rua das Bouças Abertas. Este ano 🌧️ não dá para cortar erva nos lameiros (à hora que escrevo, só de barco) mas esteve bom para o musgo, até na parede norte do silo velho, onde fui buscar o musgo para o presépio deste ano, o primeiro que o Luís, apesar de tudo, ajudou a fazer. Não está perfeito, mas foi o melhor de sempre, pela primeira vez até tem um rio (falta a ponte, havemos de arranjar). E as vossas casas, também têm presépio? Podem partilhar aqui nos comentários.
P. S. - Ainda sobrou musgo no muro, dou a quem pedir. Boas festas

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Precisamos de falar (II) - O mistério das placas vermelhas

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Foi no fim de semana, numa conversa à volta da panela de leite que levei do meu tanque direto para a feira de natal da Árvore Viva, para ferver à frente de toda a gente, dar provar e matar saudades a quem não bebia uma meia de leite direta da vaca há muito tempo… Dizia eu que o leite era local, que as vacas estavam 500 metros atrás de nós, era só atravessar a bouça e passar o regato (a Ribeira da Granja) e dizia também que o alimento principal das vacas é o milho produzido à volta da vacaria e também noutros terrenos ainda mais perto do local onde estávamos quando a senhora franziu o sobrolho e perguntou: “E nós podemos comer esse milho?” E eu disse que sim, às vezes até me roubam espigas para assar, apesar de não ser tão bom como o milho que se vende nos supermercados, porque esse é de uma variedade de milho doce, e ela continuava com ar desconfiado e perguntou se o milho não levava nenhum tratamento, e eu disse que levava o herbicida contra as ervas daninhas antes de nascer ou pouco depois, e, se fosse preciso, inseticida também nessa altura, abril ou maio, e depois não leva mais nenhum tratamento que o milho é uma planta muito resistente, a título de exemplo a batata e o tomateiro têm de ser sulfatados contra o míldio (o “arejo”) todas as semanas, e ela perguntou então se aquelas placas vermelhas que ainda estavam no campo não eram avisos sobre tratamentos feitos com produtos químicos perigosos para as pessoas e eu fiquei espantado porque nunca me tinha passado pela cabeça que alguém pudesse pensar isso…
E expliquei então que aquelas placas coloridas com nomes e números junto aos campos de milho e junto à estrada são publicidade das empresas que vendem as sementes de milho, com o nome da empresa e das diversas variedades, de forma a dizer aos outros agricultores que o Carlos ou o Manuel escolheram aquele milho. Para entenderem, da mesma forma que temos “maçãs” em macieiras parecidas mas com variedades diferentes (golden, vermelha, reineta…), também no milho temos diferentes variedades desenvolvidas pelas várias empresas de sementes (mais rápidas a crescer, mais produtivas, mais digestivas, melhores para as galinhas ou para as vacas…); Em alguns terrenos, os que tem muitas placas seguidas, as empresas de sementes fazem campos de ensaio com diferentes variedades e pouco antes da colheita convidam os agricultores para ver os campos de ensaio, falam das vantagens de cada espécie, convidam-nos para almoçar e nós ficamos com vontade de comprar aquele milho todo😊. E se alguns agricultores compram a várias empresas, milho de semente produzido em vários países, há agricultores que tem preferência por uma marca milho e defendem-na com a paixão de um adepto de futebol, tal como outras pessoas podem discutir marcas de carros, motas ou tratores.
E porque é que deixei as placas no campo depois de colher o milho? Porque não tive tempo de as tirar, porque andei atarefado com as sementeiras da erva, colóquios, feiras de natal e outros assuntos, mas por via das dúvidas, para não preocupar mais ninguém já guardei as placas todas. E para o ano, se os vendedores quiserem e eu deixar, haverá novas placas.
Já agora, por principio, devemos respeitar um período de segurança de 24 horas (ou outra data indicada no rótulo do pesticida) antes de entrar no campo que foi tratado, em abril ou maio.
(continua)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Precisamos de falar (I)

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Deixei o Pedro na escola e demorei-me a tratar de alguns assuntos na "Bila" (sim, a gente só está 20 kms a norte do Porto, portanto😉). Tocou o telemóvel, era o motorista da entrega de ração que precisava que lhe abrissem o portão. Quando cheguei, já a ração estava descarregada no silo do robô de ordenha e a guia de remessa assinada. Entretanto outro camião🚛 chegou com outra encomenda e barrou a saída durante alguns minutos. Quer um café? Tenho a máquina de  no escritório da vacaria para estas situações e por causa da história do frasco das pedras e do café, se não conhecem eu um dia conto. Aceitou, assim já não precisava parar na área de serviço. Enquanto a máquina aquece e o café arrefece há uns instantes de silêncio que convidam ao diálogo :"Quantos litros de leite dá uma vaca🐄? As vacas dão menos leite quando ficam velhas?" Respondi, fiquei a saber que fazia entregas do Minho ao Mondego. Agradeceu o café, seguiu caminho e eu fiquei a pensar quantos profissionais como este, excelentes profissionais, de quem dependemos, que dependem de nós, que visitam centenas de vacarias por ano e não tendo oportunidade de fazer uma pergunta básica, não sabem como trabalhamos, quanto mais quem está longe, na cidade e nunca entra em nossa casa. Precisamos falar. Com tempo para ouvir e responder.
P. S. 1 - uma vaca leiteira média, em Portugal dá 30 litros de leite por dia. A produção começa após o parto, aumenta nos primeiros 2 meses e depois reduz nos meses seguintes, parando de produzir após 10 ou 11 meses, dois meses antes do parto seguinte.
P. S. 2 - Não é preciso abusar da cafeína, pode ser água, leite, chá ...
P. S. 3 - Estreei estas chávenas hoje com um amigo que não via há 30 anos, soube-me mesmo bem.
(continua nos próximos capítulos)

sábado, 9 de novembro de 2019

UMA ESTÓRIA POR TRÁS DA HISTÓRIA - O DIA EM QUE O FACEBOOK DEITOU ABAIXO A BATERIA DO MEU TRATOR...

UMA ESTÓRIA POR TRÁS DA HISTÓRIA - O DIA EM QUE O FACEBOOK DEITOU ABAIXO A BATERIA DO MEU TRATOR 


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Entre avarias e sementeiras, terminei exausto o dia em que publiquei a foto do trator e semeador (a mais vista até agora nesta página). E quando estamos cansados, cometemos mais erros!
Ao longo do dia, na solidão e monotonia da sementeira, fui desenhando na cabeça o guião do texto que pensava publicar à noite. Pouco antes de jantar, aproveitei uma paragem e tirei a foto para publicar depois de jantar e antes de mais uma etapa na sementeira (terminei perto da meia noite nesse sábado); Depois de jantar com a família, rapidamente voltei ao trator e liguei a chave para ligar as luzes, que são muitas, para ver como colocar a semente no semeador, e ao ligar a chave liguei o ar condicionado, o semeador... Entretanto, para saber as quantidades a colocar de cada semente, fui ao escritório da vacaria buscar o apontamento com o plano da sementeira e lembrei-me da publicação que queria fazer no facebook e que, pensava eu, demorava dois minutos. Não sei quanto demorou, mas quando voltei ao trator para colocar a semente, já não tinha carga na bateria do trator!
Depois de me zangar comigo próprio e dizer qualquer coisa que não se deve dizer, respirei fundo, fui buscar o trator mais pequeno com os cabos para “dar de mamar” à bateria do grande, deixei alguns minutos o pequeno a trabalhar enquanto abastecia a semente, dei à chave, o trator ligou, respirei de alívio, fechei os capôs e, mais calmo, lembrei-me de tirar esta foto para recordação, enquanto me lembrava que se diz que “o grande nunca pediu ao pequeno”, mas afinal “não há regra sem exceção”…
Lições desta história:
Desligar o trator antes de fazer publicações no facebook!
Nunca devemos sentir-nos inferiores por ser pequenos, ter um trator pequeno, uma “casa de lavoura” pequena… o importante é fazer sempre o que devemos, o melhor que podemos e sabemos. Todos somos importantes!
Quem brilha muito e trabalha pouco não carrega a bateria e acaba a pedir!
E com esta me vou, fiquem bem!

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

VAMOS FALAR A SÉRIO DE MILHO GRÃO?

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  1. Esta página “CARLOS NEVES AGRICULTOR” não tem por objetivo ser uma página profissional sobre a cultura do milho ou qualquer outra atividade agrícola. Pretende apenas ser um “DIÁRIO DE UM AGRICULTOR PARA NÃO-AGRICULTORES” com a prioridade de mostrar a quem está de fora como é que os agricultores hoje em dia produzem alimentos, criam animais, conservam o ambiente, ocupam o território e modelam a paisagem.

  2. Contudo, porque a maioria dos meus amigos no Facebook são agricultores tenho todo o gosto que partilhem, comentem as publicações e deem sugestões. Eu considero-me um razoável produtor de milho silagem e um aprendiz de milho grão (só costumava fazer 2.000 metros / ano de milho grão para as galinhas). Se querem aprender a sério sobre a cultura milho sigam o João Coimbra no seu blog “Milho Amarelo”. Ele sabe muito de milho, sabe comunicar e tem a visão que me parece correta: Inovação e agricultura de precisão com atenção ao ambiente e à biodiversidade. Coloco depois nos comentários a ligação para a página e um vídeo desta semana onde ele também aparece.

  3. Apesar de ser um aprendiz a quem correu bem a experiência, não me arrependo de partilhar o que vou fazendo, o que já aprendi com a experiência e com os vossos comentários, por exemplo sobre o processamento do restolho (ver os comentários nas publicações anteriores sobre o milho).

  4. Uma das coisas que descobri é que devia ter optado por uma variedade específica de milho grão, que sendo mais baixa seria mais fácil de colher, mais resistente ao vento e daria menos palha/restolho para processar / enterrar. Semear cedo foi importante para aproveitar as chuvas da primavera e evitar a rega, mas ainda não tinha a certeza do destino do milho, por isso optei por uma variedade de dupla aptidão. O milho já estava grande quando vi um cartaz (já fora do prazo limite de resposta) sobre a compra do milho pela União de Cooperativas; Liguei para o responsável e tive como resposta: “fica descansado, Carlos, que o milho grão que pensas produzir não chega para uma manhã da nossa laboração, nós ficamos com ele”. Não assinei, não apertei a mão, mas bastou-nos um compromisso ao telefone para ter a minha colheita encaminhada.

  5. Entretanto, com esta página acabada de começar, já recebi três contactos sobre compra de milho; Fiquei por isso espantado quando soube estes dias que grandes produtores de milho estão com dificuldades em fazer a colheita porque as fábricas de rações estão com os armazéns cheios de milho importado, comprado há meses nos “contratos de futuros”; O milho produzido em Portugal só chega para dois ou três meses do ano! Temos de dar prioridade à produção nacional e temos de começar a negociar / vender antes de semear o milho. O preço já está na bolsa de Chicago, não há muito por inventar, só valorizar um pouco mais o que é próximo por questões de pegada ecológica, por ser mais “fresco”, por ser bom para a nossa economia e ocupação do meio rural português

  6. Repito o que já escrevi noutro dia: Acredito que o milho grão também tem futuro no norte de Portugal. Apesar de ninguém ficar rico a fazer 10 ou 20 hectares de milho grão, pode ser um complemento interessante para quem esteja reformado ou tenha outras atividades / rendimentos e já tem a terra, o equipamento e o conhecimento básico sobre o milho. Contudo, será útil que empresas do setor, associações ou cooperativas aproveitem estes meses livres entre novembro e março para dar formação aos interessados, porque há detalhes que fazem a diferença. E depois, se fizerem dias de campo, façam mais cedo do que tem sido habitual, que quando começa a colheita do nosso milho e dos vizinhos já não há tempo para aprender mais. “Em tempo de guerra não se limpam armas”.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

POSTE POLITICO – QUEREMOS UM MINISTÉRIO DA AGRICULTURA EM LISBOA!

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 7.10.2019


Agora que já servi o jantar às cornélias e ainda faltam uns minutos para o meu que também mereço, vamos lá ao “poste” político que prometi ontem.


1. Comentário às eleições: O PAN teve 3% dos votos, o que significa que 97% dos eleitores querem continuar a comer carne de vaca e outros pitéus da nossa gastronomia. E ainda tenho esperança que 97% dos eleitores do PAN, se tiverem oportunidade de comparar a verdade dos factos com aquilo que lhes contaram revejam a sua posição (ou não leram nem contaram, como a nova deputada que não sabia qual era o ordenado mínimo que o partido propunha no programa). E pode ser que mudem ou que mude o partido e seja menos animalista e mais ecologista-realista.
2. Ainda na Pré-campanha, segundo noticia da agencia lusa veiculada a 8 de setembro no Porto Canal, “ presidente do município de Vila Real, Rui Santos, desafiou no sábado o líder do Partido Socialista, António Costa, a deslocalizar o Ministério da Agricultura para fora de Lisboa” para o interior. Eu se fosse presidente da câmara também gostava de ter o conselho de ministros no meu município todas as semanas, talvez o ministro até ficasse mais perto do que em Lisboa, mas não, obrigado. Como agricultor, quero o meu ministro (ou ministra, e ficamos por aqui, que outras modernices iriam dar sarilhos com a malta do campo), como ia a dizer, quero o ministério em Lisboa, no Terreiro do Paço, já tem lá as placas, o pessoal da secretaria treinado e não se gasta dinheiro com mudanças. Quero o meu ministro a par do ministro do ambiente para lhe bater o pé quando for preciso e não chegar atrasado ao conselho de ministros porque teve um furo no IP3. Ou uma ministra sem vergonha de exigir dinheiro ao ministro das finanças, que fica do outro lado da rua, mesmo que ele lhe responda baixinho em conselho de ministros “Ó menina, não-há-dinheiro, qual destas palavras não entendeu?” Se tiver experiência e conhecimento do setor, melhor. Mais importante é ter peso político, ser respeitado e respeitar os agricultores. E depois pode tirar tempo para sair do ministério e visitar o país, cá estaremos para o receber, como recebemos de todos os partidos. Quando produzimos leite ou batatas, também trabalhamos para alimentar todos da extrema-esquerda à extrema-direita.
3. A 31 de Agosto, numa publicação do Facebook, o meu amigo agrónomo e blogger José Martino já dizia “parece que o PS quer colocar a agricultura debaixo do chapéu do ambiente”. Hoje, em comunicado, a Confagri considera essencial a manutenção do Ministério da Agricultura e da comissão de Agricultura na AR. Senhor Primeiro-ministro, não invente! Passos Coelho já experimentou isso há 8 anos, juntou agricultura e ambiente com a mania de poupar dinheiro reduzindo ministérios e depois voltou atrás, que Assunção Cristas não tinha mãos a medir com tanto assunto, entre rendas e eucaliptos! Só para lidar com Bruxelas, em tempo final de reforma da PAC (a única política verdadeiramente europeia) vai metade do tempo! Segurança alimentar, desenvolvimento rural, florestas, são assuntos vastos que exigem atenção. A agricultura merece um ministério. Ajustem alguma coisa, se necessário, mas não inventem! Não nos deem já razões para meter os tratores na rua! Agora que já desabafei vou jantar. Bom apetite para vocês também e não se esqueçam, “se comeu hoje, agradeça aos agricultores”.

domingo, 6 de outubro de 2019

APRESENTAÇÃO

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Chamo-me Carlos e nasci em 1974. Cresci, vivo e trabalho entre campos e vacas. Com 3 anos trocava as bolachas da avó Esperança para acompanhar a minha mãe na ordenha. Conduzo trator desde os 7 anos (hoje a coluna queixa-se desse trabalho, em algumas obras e na ordenha, portanto não tentem repetir isso em casa porque além disso o trabalho infantil agora é condenado). Não deixei de estudar por causa disso nem as notas se queixaram. Passei pela Escola Primária do Loureiro em Árvore (na foto, tirada em 1981), pelo Colégio S. José (Pelayos), pela Escola Secundária José Régio (ambas em Vila do Conde), pela Casa-Escola Agrícola Campo Verde (Rates – Póvoa de Varzim), para ser Técnico de Gestão Agrícola (onde mais tarde também fui formador) e, já instalado como empresário agrícola, estudei na Universidade Aberta (Universidade pública de ensino à distância) para obter a licenciatura em Ciências Sociais. Como todos os agricultores, juntei à minha formação uma série de cursos profissionais indispensáveis para a nossa atividade.


Sou casado com a Carina e temos dois filhos, o Pedro e o Luís.  Damos continuidade ao trabalho dos nossos pais e trabalhamos para os nossos filhos, preocupamo-nos com o seu futuro e com o mundo que lhes vamos deixar. Com a ajuda do Hugo, nosso colaborador na Quinta do Sinal, cultivamos os campos para alimentar as vacas e cuidamos das vacas para alimentar os portugueses, para que tenham ao pequeno almoço leite, queijo, manteiga, iogurtes e outras coisas boas e saborosas, fruto do nosso trabalho e de quem na indústria transforma o leite que produzimos em produtos lácteos de qualidade e sabor.


Para além da família e da agricultura, tenho como paixões o associativismo e a comunicação. Fui dirigente na ACR, na AJAP, na AJADP, na Cooperativa de Vila do Conde e na APROLEP, onde ainda colaboro. Escrevo há cerca de 25 anos na revista mundo rural, escrevi 15 anos no jornal Terras do Ave, colaboro na revista Produtores de  leite e em toda a comunicação da APROLEP e escrevo esporadicamente artigos de opinião quando me convidam ou entendo ser importante intervir.


Apesar de todos os meios de comunicação e das novas redes sociais, tenho me apercebido que o desconhecimento sobre a agricultura é enorme, começa a ser aproveitado com perigosas intenções e exige de nós um esforço maior e melhor de comunicação. Comunicação que é uma ciência e deve ser encarada de forma profissional por quem tem responsabilidade e capacidade financeira, mas comunicação que deve ser autêntica e assumida na primeira pessoa. Por isso entendi ser este o momento de avançar com um projeto antigo (que estava na gaveta dos projetos adiados) e avançar com um blog e página pública no Facebook e Instagram para apresentar regularmente o nosso trabalho na agricultura, comentar a atualidade e recuperar alguns textos antigos que possam ser úteis para o momento.


Não prometo publicar diariamente, porque antes desta paixão estão as responsabilidades com a família, o trabalho e a APROLEP, mas farei um esforço para publicar regularmente. O meu próximo artigo chamar-se-á “Poste político sobre o futuro do ministério da agricultura” e não, não me enganei, não quis escrever “post”, é para ser mesmo “poste”, porque achei piada à palavra quando alguém rabugento escreveu assim para criticar um “poste” meu, porque é uma palavra portuguesa, e é para ser como um esteio de granito, para marcar uma posição. Até breve, fiquem bem. 6.10.2019